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Capítulo 2
Rio 2016: Candidatura, Preparação e Resultados

      Com um passado de grandes histórias, chegou a hora do Brasil contar a sua. Ou melhor, chegou a hora de a história ser contada no Brasil. E por que não no Rio de Janeiro? Afinal, nenhuma cidade brasileira é tão conhecida mundo afora como a cidade maravilhosa. É, de fato, o grande cartão postal do Brasil. Além disso, o momento ajudava. À época da candidatura, o país passava por um ótimo momento econômico. Em 2007, ocupou a décima colocação entre as maiores economias do mundo, se estabelecendo de vez como uma potência econômica. Dito isso, por que não melhorar ainda mais a infraestrutura da cidade, proporcionar uma melhor qualidade de vida para a população e ainda por cima expandir a imagem do país e atrair ainda mais turistas com megaeventos esportivos?

 

       Foi então que no mesmo ano, em 2007, o Brasil contou com o Rio de Janeiro como cidade-sede dos Jogos Pan-Americanos, sendo a primeira vez no Brasil sediando a competição desde o Pan de 1963, realizado em São Paulo. Junto a isso, viu sua candidatura como país-sede da Copa do Mundo decolar e, entre inúmeras desistências, chegou ao dia da eleição como único candidato. Sendo assim, no dia 30 de outubro de 2007, a Fifa oficializou a realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, no Brasil. A maior competição de futebol do mundo, seria novamente sediada no ‘país do futebol’ desde a histórica edição de 1950, vencida pelo Uruguai contra o Brasil em pleno Maracanã. Tudo parecia jogar à seu favor.

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Da esq. p/ direita: Paulo Coelho, Dunga, Lula, Romário e Teixeira na Fifa, 2007. Foto: Getty Images

     Dois anos depois, em 2009, mais uma conquista! Os Jogos Olímpicos finalmente seriam realizados na América do Sul, mais precisamente no Rio de Janeiro. E desta vez, desbancando cidades como Chicago, Tóquio e Madri, que também eram candidatas. Sendo assim, com Jogos Pan-Americanos, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos sendo disputados em solo brasileiro em um curto espaço de tempo, era a chance de ouro para o Brasil deslanchar e figurar entre os melhores do mundo também nos esportes olímpicos.

Preparação

    De início, como diz o artigo publicado por Igor Amorim e Silva sobre o “Legado dos Megaeventos Esportivos brasileiros”, a Autoridade Pública Olímpica (APO) registrava a necessidade de R$ 28,8 bilhões de investimentos iniciais para o projeto apresentado ao COI. Ao final, entre crises políticas, econômicas e sociais, os gastos chegaram na casa dos R$ 40 bilhões.

 

      Junto a isso, em 2011, foi criada a Rede Nacional de Treinamento com o objetivo de espalhar os benefícios das Olimpíadas Rio 2016 por todo o território brasileiro. De acordo com o site oficial, a Rede é responsável pela interligação entre as grandes estruturas e centros de treinamento de todo o país, seja de iniciação esportiva, de Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs) ou alto rendimento.

        Apesar disto, a preparação não foi tão tranquila assim. Além dos valores que aumentaram consideravelmente com o passar do tempo, o então vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, chegou a dizer, dois anos antes do início dos jogos, que os trabalhos de preparação da Olimpíada de 2016 eram “os piores” já vistos e que estavam “muito preocupados”, pois, segundo ele, o Rio não estava preparado em muitos aspectos.

       Mesmo com as dificuldades na preparação, os Jogos Olímpicos Rio 2016 ocorreram muito bem. De acordo com Guilherme Costa, jornalista do Grupo Globo, “Durante os 15 dias, a Olimpíada do Rio foi muito bem organizada. Foram poucos problemas que a gente viu. Teve menos problemas do que a Olimpíada de Londres, eu imagino”. Apesar disso, Guilherme ressaltou a importância de se aproveitar e criar um legado com as estruturas olímpicas. “Só que Londres soube aproveitar o legado. Hoje em dia você vai ao Parque Olímpico de Londres, e é um parque que muita gente vai, o shopping do lado fez sucesso. Então muita gente vai no parque porque vai no shopping, e muita gente vai no shopping porque vai no parque. Tem um estádio lá no Parque Olímpico que virou de um time da Premier League (West Ham United), então é bastante movimentado… mas durante os 15 dias, a Olimpíada do Rio de Janeiro não deixou a desejar nem para Londres, nem para Tóquio, isso você pode ter certeza”.

      Para acelerar os processos de preparação, o COI colocou alguns de seus analistas no seio do Comitê Organizador do Rio. O atraso nas obras de infraestrutura, a poluição da água em outras instalações para provas aquáticas e alguns problemas sociais eram os principais desafios a serem enfrentados no Rio, de acordo com Coates.

 

       Em paralelo à preparação das cidades, os atletas olímpicos também preparavam-se exaustivamente para a competição.   

Guilherme Costa, Jornalista do Grupo Globo. Foto: Reprodução Internet

   Para João da Barreira, atleta de atletismo com barreiras, o período pré-2016 foi excelente para a evolução do esporte olímpico brasileiro. “Em 2009 começou a melhorar muito o esporte olímpico no Brasil. Eles já começaram a fazer investimentos, porque queriam que ganhasse no Rio de Janeiro. O ano de 2010 foi melhor e 2011 melhor ainda. O dólar estava baixo, então o que a gente ganhava ainda dava para fazer investimentos na nossa carreira no exterior, nas competições, na compra de material importado. Era muito bom. Em 2012 foi muito melhor, porque tinha os Jogos Olímpicos que antecediam o Rio de Janeiro. Eu acompanhava muito, né, do político, financeiro, as bolsas, tinha muita bolsa de auxílio. Eu me arrisco a dizer que se a realidade que vivemos em 2012 fosse agora, tava perfeita, porque as marcas se aproximavam muito”, conclui.

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João da Barreira, atleta de atletismo com barreiras. Foto: João da Barreira/ @joaodabarreira110
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     Bia Bulcão, atleta de esgrima, acredita que o período pré-2016 foi de muitas oportunidades. “Quando houve a Rio-2016, houve um investimento muito grande nos anos anteriores. A esgrima, por exemplo, teve patrocínio da Petrobras. Um patrocínio enorme. Eu nunca vi tanta gente viajando, tanta gente que deixou de fazer outras coisas, outra profissão, para focar integralmente em ser atleta. Teve muitas oportunidades. O atleta conseguiu aproveitar bastante”, lembra.

    Para Daniel Dias, nadador paralímpico, a rotina de treino pré-Rio 2016 foi extremamente difícil. “A rotina de treino é puxada. Tanto para os jogos do Rio, como qualquer outra competição que eu ia de grande porte, como Campeonato Mundial e Parapan, mas especificamente a rotina de treinos para a Rio 2016, a gente tinha um programa de treino. Fomos fazer um treinamento em altitude na Espanha, ficamos um tempo lá treinando e voltamos para os Jogos do Rio, se juntando a Seleção Paralímpica”.

Bia Bulcão, esgrimista brasileira. Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo
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       Por outro lado, para Ygor Coelho, atleta de badminton, o caminho para a Rio 2016 foi um pouco conturbado. O atleta teve que tomar uma decisão importantíssima em sua vida: abandonar a escola para se dedicar aos Jogos Olímpicos. 

 

Em 2013, eu fiz uma escolha... Eu tive que sair de um dos melhores colégios e decidi, vou tentar os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Eu tinha que decidir isso. Na verdade foi meu pai quem decidiu por mim porque eu era menor de idade. Eu saí do colégio Pedro II, um dos melhores colégios do Rio de Janeiro, para me dedicar realmente aos Jogos Olímpicos. Eu fui para um colégio particular, atrasei os estudos e comecei a viajar pelo mundo.

Daniel dias, nadador paralímpico. Foto: Buda Mendes/CPB
Ygor Coelho, atleta brasileiro de badminton. Foto: Abelardo Mendes Jr/Rede do Esporte

      Além disso, Ygor teve que participar do quadro Agora ou Nunca, no Caldeirão do Huck, para levantar fundos e, com o valor arrecadado, conseguiu competir nos Jogos Olímpicos da Juventude. Após isso, o atleta conseguiu treinar na Dinamarca e teve que participar de vários campeonatos para fazer parte da seleção brasileira e, assim, das Olimpíadas.

 

Meu primeiro campeonato adulto, eu ganhei em 2014, em Porto Rico. Isso me alavancou, fui para quarto do Brasil e entrei para a seleção, para competir nos Jogos Olímpicos de 2016. Em primeiro de setembro de 2015, eu virei o número um e em maio de 2016 fui anunciado como o primeiro representante.

        A Rio 2016 teve um significado especial para Ygor. “As Olimpíadas foram a 30 minutos da minha casa, todas as pessoas que estudaram comigo ou me viram crescer estavam torcendo por mim”, recorda.

        A situação em 2016, apesar de boa para uma parte dos atletas que pegaram um alto investimento público, não era nada favorável para o país, que vivia uma grave crise política, e em toda a reta final de preparação, viu o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff com muita tensão, protestos e manifestações em várias cidades brasileiras. À época, o diretor executivo dos Jogos Olímpicos do COI, Christophe Dubi, revelou que apesar da crise política e econômica que o país vivia, “tudo funcionou”: Foram perfeitos? Não. Mas vendo os resultados, realmente podemos tirar o chapéu. É incrível o que eles realizaram, considerando seu ponto de vista”, disse.

Resultados Pan Toronto 2015 e Jogos Olímpicos Rio 2016

      Um ano antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o Brasil foi para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, com expectativas atingidas: garantir novamente a terceira colocação no quadro geral de medalhas, atrás apenas de Estados Unidos e do anfitrião Canadá. Além disso, classificou 616 atletas para a competição, uma crescente notável se comparado à edição anterior, dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, quando levou 515 atletas. Visto com grandes expectativas por anteceder aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, o Brasil saiu de Toronto com 141 medalhas, sendo 42 de ouro, 39 de prata e 60 de bronze.

 

       Nos Jogos Parapan-Americanos, mais orgulho! A delegação brasileira conquistou o expressivo número de 257 medalhas, sendo 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze. À época, tratava-se do melhor desempenho da história do Brasil. O marco foi tão grande, que o Time Brasil finalizou os Jogos Parapan-Americanos com mais que o dobro de medalhas de ouro do segundo colocado, o anfitrião Canadá, que terminou a competição com 168 medalhas, sendo 50 de ouro, seguido dos Estados Unidos com 135 medalhas, sendo 40 de ouro.

 

       Com toda essa expectativa, os Jogos Olímpicos chegaram ao Rio de Janeiro. A cerimônia de abertura aconteceu no dia 5 de agosto de 2016 com transmissão para o mundo todo no Estádio do Maracanã e contou com apresentações incríveis, como o desfile da modelo brasileira Gisele Bundchen; uma réplica do histórico avião 14 Bis, criado pelo também brasileiro Santos Dumont; a apresentação da memorável delegação de Refugiados – ótima iniciativa do Comitê Olímpico Internacional; campanhas contra o preconceito e pela natureza e muito mais.

Foto: Reuters/K. Pfaffenbach

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Gisele Bündchen desfilou ao som de "Garota de Ipanema" 

Foto: picture-alliance/dpa/MAXPPP

       Diante disso, a cerimônia deu início ao histórico Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O megaevento contou com incríveis 11.238 atletas de 207 países. Além disso, foram disputadas 306 provas de 41 modalidades. Por ser sede da competição e ter direito a uma vaga em cada modalidade, a delegação brasileira contou com o expressivo número de 465 atletas, sendo 256 homens e 209 mulheres. A expectativa era de que finalmente o Time Brasil figurasse no top 10 entre os melhores países do quadro de medalhas. A meta não foi batida. No entanto, grandes histórias foram contadas, e o público brasileiro viu grandes ídolos do esporte subirem ao pódio jogando em casa.

 

       No judô, esporte no qual o Brasil conseguiu mais medalhas em sua história, Rafael Silva, o Baby, Mayra Aguiar e Rafaela Silva ganharam medalhas. Diego Hypólito venceu sua tão esperada medalha após cair nas apresentações solo em Pequim 2008 e Londres 2012. Arthur Zanetti ganhou prata nas argolas. Isaquias Queiroz, grande protagonista do Time Brasil nos Jogos Olímpicos, venceu três medalhas na Canoagem, sendo duas de prata e uma de bronze. Erlon de Souza, também da Canoagem, conquistou uma medalha de prata. Na Maratona Aquática, a experiente Poliana Okimoto ficou com o bronze e se tornou a primeira mulher brasileira medalhista em esportes aquáticos na história dos Jogos. No Futebol Masculino, o tão esperado ouro saiu pelos pés de Neymar Jr., em disputa de pênaltis contra a Alemanha, no Maracanã. No vôlei, a tradição se manteve em diferentes modalidades. Nas praias, as duplas Ágatha e Bárbara e Alison e Bruno garantiram prata e ouro, respectivamente. Já nas quadras, o time masculino de vôlei, comandado por Bernardinho, garantiu o ouro após um início de campanha dramático. Na vela, esporte em que o Brasil conquistou mais ouro na história dos Jogos Olímpicos, não foi diferente e a dupla Martine Grael e Kahena Kunze garantiram mais uma vez o primeiro lugar. No Boxe, uma história um pouco diferente da Vela. Foi pelas mãos, ou melhor, pelas luvas de Robson Conceição que o Brasil ganhou seu primeiro ouro na história da modalidade em Jogos Olímpicos. 

        Além disso, muitos atletas jovens chamaram a atenção. Logo no primeiro dia, o paulista Felipe Wu, garantiu a primeira medalha do Brasil no Rio de Janeiro pelo tiro esportivo. O ginasta Arthur Nory, que à época tinha 22 anos, venceu a medalha de bronze no solo. No salto com vara, uma das melhores histórias dos Jogos Olímpicos com a surpreendente medalha de ouro de Thiago Braz, que bateu o favorito Renaud Lavillenie com um recorde olímpico de 6,03m.

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Mayra Aguiar levou o bronze no judô. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Isaquias Queiroz ficou com a prata na canoagem. Foto: Getty Images
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Poliana Okimoto conquistou o bronze na maratona aquática. Foto: Danilo Borges/Brasil 2016
Neymar ajoelha-se após marcar o pênalti que deu a vitória ao Brasil. Foto: Getty Images
Robson Conceição emocionado com sua vitória no boxe. Foto: Reuters
Thiago Braz quebrou o recorde olímpico e ficou com o ouro. Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters

       Depois de muita emoção, recordes quebrados e ginásios lotados, chegou a vez dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Organizados pelo Comitê Paralímpico Internacional (CPI), os jogos aconteceram entre os dias 7 e 18 de setembro e protagonizaram mais momentos inesquecíveis ao público brasileiro. Com audiência recorde de 4,1 bilhões de pessoas, os Jogos Paralímpicos Rio-2016 contaram com a participação de 4.328 atletas de 159 países. A abertura do evento já foi memorável. Durante o espetáculo, a estrela norte-americana Amy Purdy, do snowboard paralímpico, dançou samba com um robô para o mundo inteiro acompanhar. Para dar um toque ainda mais refinado nas apresentações, o maestro João Carlos Martins tocou o hino nacional brasileiro com a elegância e maestria de sempre. A histórica ex-atleta Márcia Malsar – primeira atleta brasileira a ganhar medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos na prova de 200m rasos, nos Jogos de 1984 – ajudou a carregar a Tocha para a emoção de todos que estavam assistindo. E pelas mãos de Clodoaldo Silva, o “Tubarão”, dono de 14 medalhas paralímpicas, os Jogos Paralímpicos Rio 2016, enfim, foram iniciados!

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Delegação brasileira na cerimônia de abertura das Paralimpíadas Rio 2016

Foto: picture-alliance/dpa/MAXPPP

       O desempenho da delegação brasileira teve mais uma vez um grande destaque. Com 72 medalhas, sendo 14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze em 22 modalidades, o Brasil conquistou o maior número de medalhas de sua história, 25 a mais que a antiga melhor marca, em Pequim 2008.

 

        Entre as notáveis participações, o atletismo brasileiro fez bonito e estabeleceu alguns recordes na edição do Rio de Janeiro. Nos 400m T20, por exemplo, Daniel Martins marcou o recorde mundial com o tempo de 47s22. Nos 100m T47, Petrúcio Ferreira levou ouro e ainda marcou dois recordes mundiais, um de 10s67 centésimos e o outro de 10s57. Na natação, Daniel Dias e foi ao pódio em todas as competições que disputou. Entre elas, venceu quatro ouros, três pratas e dois bronzes e chegou a 24 medalhas paralímpicas, tornando-se o maior medalhista entre todos os homens da história da modalidade. No futebol de 5, a Seleção Brasileira manteve a tradição, venceu o Irã na final por 1 a 0, e conquistou seu quarto ouro consecutivo na modalidade que entrou nos Jogos Paralímpicos em Atenas 2004, ou seja, conquistou todos os ouros possíveis desde que a modalidade entrou na competição. Na bocha por pares BC3, Antônio Leme, Evani Calado e Evelyn Vieira garantiram a medalha de ouro, já nos pares BC4, Dirceu Pinto, Marcelo Santos e Eliseu Santos ficaram com a medalha de prata. No ciclismo, uma linda história: nenhum atleta brasileiro havia conquistado medalhas na modalidade em Jogos Paralímpicos. Esse cenário mudou com Lauro Chaman, que subiu no pódio mais de uma vez em 2016 para receber as medalhas de prata e bronze na competição. Entre os halterofilistas, Evânio Rodrigues também entrou pra história ao ser o primeiro brasileiro a alcançar o pódio em Jogos Paralímpicos com 210kg na barra e uma medalha de prata cheia de histórias no pescoço. No vôlei sentado, mais uma vez o Brasil venceu a primeira medalha de sua história jogando em casa com a equipe feminina, após uma disputa com a Ucrânia por três sets a zero, garantindo a medalha de bronze.

 

         Ainda que um pouco distante do objetivo de alcançar o quinto lugar no quadro de medalhas, todas estas vitórias levaram o Brasil a saltar do 26º para o 23º lugar no quadro histórico de medalhas paralímpicas. Um marco incrível de um país que saiu de emergente para se tornar potência. Mais importante do que isso é a continuidade e a transformação da cultura esportiva de um país com o que foi construído ao longo dos anos. Diante disso, como o Brasil tem aproveitado a sequência incrível de megaeventos realizados no país?

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Daniel Dias conquistou 9 medalhas na Rio 2016. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Petrúcio Ferreira quebrou o recorde mundial no atletismo 100m rasos e garantiu ouro. Foto: Jason Cairnduff/Reuters
Antônio Leme garantiu o ouro na bocha. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Evânio Rodrigues ficou com a prata no halterofilismo. Fernando Frazão/Agência Brasil
Lauro Chaman conquistou duas medalhas no ciclismo: prata na prova de resistência e bronze no contrarrelógio nas provas de estrada da classe C5. Foto: AFP
Equipe brasileira feminina levou o ouro no vôlei sentado. Foto: Pilar Olivares/Reuters
Esse é um Trabalho de Conclusão de Curso realizado apenas para fins acadêmicos, não sendo autorizada a sua reprodução por outros meios. 
Autores: Gabriel Alexandre e Gabriela Francia

Orientador: Guy Pinto de Almeida Jr.
@2023 - Centro Universitário FIAM FAAM

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