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Participação do Exército Brasileiro no Movimento Olímpico

     Muitos atletas olímpicos brasileiros, ao subiram ao pódio, elevam a mão direita até a cabeça, com a palma virada para baixo, e prestam contingência. O gesto simboliza uma saudação e se deve a um ponto importante para o crescimento do esporte olímpico brasileiro nos últimos anos: o exército. Mesmo com um histórico já relevante dentro do esporte brasileiro, em 2008, foi criado junto ao Ministério da Defesa, o Programa Atletas de Alto Rendimento (PAAR), que de cara já demonstrou ótimos resultados.

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     Os atletas beneficiados com o programa não tem funções militares regulares, porém recebem como apoio uma renda mensal, locais para treinamento, atendimento médico, odontológico, fisioterápico, entre outros. A assistência recebida serve de ajuda para que sobrevivam como atletas e participem de competições nacionais e internacionais.

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       Em Londres 2012, por exemplo, de um total de 259 atletas brasileiros, 51 eram militares. Já na Rio 2016, a proporção foi ainda maior: dos  465 atletas da delegação brasileira, 145 eram militares. Já em Tóquio, os números corresponderam a 30% da delegação, sendo 91 militares dos 302 atletas brasileiros que participaram.

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       O número de atletas também reflete e muito no número de medalhas. Em Londres, os atletas das Forças Armadas conquistaram cinco medalhas. Na Rio 2016, conquistaram 13 das 19 medalhas brasileiras, um número alto e que corresponde a 68% dos pódios da delegação. Em Tóquio, subiram ao pódio oito vezes e foram responsáveis por 38,09% das medalhas conquistadas pelo Time Brasil. A diferença é notável. Desde a criação do Programa Atletas de Alto Rendimento, em 2008, os atletas das Forças Armadas têm porcentagem enorme de importância no crescimento do Brasil nos Jogos Olímpicos. 

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      Para Bia Bulcão, atleta do Exército desde 2019, o programa mudou sua carreira. “Quando eu entrei em 2019, fez uma grande diferença porque é o único apoio financeiro que eu tenho certeza que vai continuar durante o ano inteiro. Então isso me fez me ver mais como atleta profissional. Uma militar também, mas como atleta profissional. Foi o que viabilizou a minha ida para a Itália, para realizar treinamentos, que foi uma coisa que eu sempre quis, para ter essa segurança de que eu poderia continuar lá.” Além disso, Bia ressalta a importância do Exército no quesito disciplina. “Pra mim é muito especial estar fazendo parte do exército porque acho que essa troca também é muito importante entre o aprendizado que eu tenho com a Esgrima. Acho que o exército tem valores muito parecidos com esporte, disciplina, esse orgulho de defender o Brasil. Os militares têm esses valores muito agregados. Então eu acho que essa troca também é importante. Eles estão fazendo esporte também como uma forma de aprendizado, competindo nas competições militares. E eu tendo a minha experiência como atleta, tenho como ajudar também e aprendo muito com eles a rotina que eles têm”, conclui.

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       De acordo com o Portal Terra, o Ministério da Defesa gasta aproximadamente R$38 milhões por ano com 549 atletas do PAAR. O valor inclui salário, assistência médica e locais de treinamento nas instalações esportivas localizadas em organizações militares das Forças Armadas. O saldo recebido pelos atletas das Forças Armadas gira em torno de R$4 mil, dependendo da patente e da corporação.

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Ana Marcela, medalhista olímpica de maratona aquática, presta contingência ao subir ao pódio nas Olimpíadas de Tóquio 2020, após ganhar o ouro. Foto: Miguel Gutiérrez/EFE
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Arthur Zanetti, ginasta olímpico brasileiro, presta contingência ao receber a medalha de prata no solo, nas olimpíadas Rio 2016. Foto: Julio Cortez/AP
Esse é um Trabalho de Conclusão de Curso realizado apenas para fins acadêmicos, não sendo autorizada a sua reprodução por outros meios. 
Autores: Gabriel Alexandre e Gabriela Francia

Orientador: Guy Pinto de Almeida Jr.
@2023 - Centro Universitário FIAM FAAM

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